Poemas declamados no Sábado Cultural (01/10/2011) pelos integrantes da ALMA (Academia de letras Liceu de Maracanaú)
Somos mais que dois
Alexandre Lucas
Alexandre Lucas
(Declamado por Amsterdan Duarte, 2º A)
Parasita
Alessandra Estevam
(Declamado por Alessandra Estevam, 3º G)
À caixa permaneço atenta
Parasita que se alimenta
Da felicidade dos outros
Mas quem são os outros?
São esses bonecos na caixa
Felicidade cabisbaixa
Sem sossego nem liberdade
Insistindo em esconder idade
Nas ruas, nem ligo mais
Pros meninos nos sinais
Parasita tem que ser cínico
Pra receber salário mínimo
E ainda acreditar em todos
Reajustes salariais
Noticiados nos jornais
Pro parasita tanto faz
Se vai ter aula ou não
Quem vai ganhar eleição
Se tá boa a educação
Se tem fome na Etiópia
Se o DVD é uma cópia
Se tem discriminação...
Se gente na ditadura
Sofreu, morreu na tortura
Pra que pudéssemos votar
Se brasileiro tem cultura
Se a novela tem censura
Ou se a música é vulgar...
O importante é dançar!
Então dança, parasita, dança!
Se alimente do conformismo
Das crianças no malabarismo
Do racismo descarado
Dos escravizantes vícios
Da Amazônia vendida
A preço de banana
Há muito esquecida
Pela raça humana
A bem-vinda crise
Norte-americana
E desse desejo insano
De sangue muçulmano
– Me responda se há
Coisa melhor
Que o DNA
De um explorador?
Tem não, meu amigo,
Ele me dá abrigo
Se não quero sozinha
Ele dá camisinha
Se saio dos trilhos
E acabo preso
Ele bota preço
Em todos meus filhos
Filhos desnaturados...
Se não tenho emprego
Se sou pobre ou negro
Nordestino lascado
Ou senador cassado
Meu hospedeiro é o Estado!
Parasita, eu parasito
Parasitando quem me parasita
Hospedando meu hospedeiro
Deixando-me corrompida
Parasita se situa e pára
Deixando aumentar a dívida
Ao mesmo tempo em que consome
A minha vida de parasita...
Mate seu hospedeiro
Faça o que quiser!
Ou seja, não faça:
Espere o filé
Mas espere deitado
Que é pra quando morrer
Não dar muito trabalho
Ao plano funerário
(Custa caro morrer! Tá pensando o quê?)
Mas que uma coisa fique dita:
Nesta lapiseira habita
A pior das parasitas.
Aquela que grita.
Os ombros suportam o mundo
Carlos Drummond de Andrade
(Declamado por Alessandra Estevam e Amsterdan Duarte)
Fragmento do Romanceiro da Inconfidência
Cecília Meireles
(Declamado por Alessandra Estevam)
No meio do caminho
Carlos Drummond de Andrade
Carlos Drummond de Andrade
(Declamado por Alessandra Estevam)
Caminhos
Marcos Calixto
Marcos Calixto
(Declamado por Marcos Calixto, 1º F)
Por que caminho neste caminho
Se prefiro outro caminho?
Porque nem somos nós
Que escolhemos nosso próprio caminho.
O analfabeto político
Bertold Bretch
(Declamado por Marcos Calixto)
Não há vagas
Ferreira Gullar
Ferreira Gullar
(Declamado por Ana Cláudia do Nascimento, 2º H)
O bicho
Manuel Bandeira
(Declamado por Ana Cláudia do Nascimento)
(Sem Título)
Ana Cláudia do Nascimento
(Declamado por Ana Cláudia)
Ana Cláudia do Nascimento
(Declamado por Ana Cláudia)
– Prendam aquele bandido! –