Está é mais uma edição do VERBO, e ela está de cara nova, ou melhor, de ALMA nova, isso mesmo, o Verbo deverá caminhar ao lado da Academia de Letras do Liceu, pois o papel do nosso jornal é, além de informar, divulgar as produções literárias assim como faziam os periódicos na época das novelas de folhetins. Temos alunos com um grande potencial nas letras que deve ser registrado e publicado neste espaço. Deve ser uma sensação singular quando um aluno ler um texto no Verbo e, abaixo deste, o seu nome estampado. Bom, mas sempre por trás desse aluno há um professor que lapidou esse talento, assim, nessa edição, resolvemos inaugurar a matéria intitulada "Professor da Edição" é uma forma de agradecermos a esse profissional pelo seu empenho e dedicação. Mas o jornal não é feito só de elogios, concordam? Desse modo, a coluna "Solte o Verbo" surge para discutirmos algum tema polêmico que a comunidade escolar esteja enfrentando. Ah, não esqueçam de conferir a dica de leitura e o resultado da polêmica enquete da qual vocês participaram. Apresentadas as matérias, podem iniciar a conjugação prazerosa do Verbo.
Desde o início deste semestre, houve-se rumores de alma nas dependências do Liceu Estadual de Maracanaú. Felizmente, não se trata de coisas mórbidas como fantasmas e similares. É uma alma do bem, alegre e rica culturalmente. A Academia de Letras Liceu de Maracanaú (ALMA) está nascendo com a proposta de, a partir da literatura, revitalizar a arte e a cultura em nossa escola e comunidade.
O processo de seleção para os primeiros membros da ALMA aconteceu no dia 29 de abril através de um questionário com perguntas sobre interesses pessoais pela arte literária, outras artes, disponibilidade de tempo, dentre outras questões relevantes para o perfil de um Membro de uma Academia de Letras. Participaram do processo, cerca de 100 alunos dos três turnos. A ALMA será composta, inicialmente, por 25 membros, que adotarão, cada um, um patrono: um escritor da Literatura brasileira ou portuguesa, de qualquer momento literário. A posse dos primeiros Membros da ALMA está prevista para o final de Junho, numa cerimônia solene e memorável.
É importante ressaltar que a ALMA é um projeto pioneiro em escolas públicas. Isso aumenta a relevância dessa agremiação e a responsabilidade de seus membros. Não se trata de um projeto para os membros da academia, mas para toda a comunidade escolar. A ideia é que as atividades da Alma partam dos membros e atinjam, efetivamente, toda a escola e a sociedade em geral.
Existem outros projetos nessa área no Liceu, como a Padaria Espiritual e o Jornal “O Verbo”. A Academia vem fortalecê-los. Não existe, por exemplo, ALMA sem voz.“O VERBO é a voz da ALMA”. Que belo trocadilho e que casamento perfeito!
No 1º ano do Colégio estamos fazendo estudos sobre o surgimento das primeiras cidades e das classes sociais. Perguntei aos alunos, após seus estudos, quais as impressões que eles tinham sobre o nascimento das classes sociais quando surgiram os primeiros Estados. Nossos alunos responderam e suas respostas estão explicitadas abaixo. Podemos perceber algumas contradições e concordâncias.
Segundo Francisco Freire Filho (1ºD) “A distribuição dos alimentos era feita pelo Estado e ele (Estado) levava em consideração a profissão das pessoas, pois construir um prédio, limpar a sujeira ou plantar (todos os trabalhos geralmente feitos por escravos), qualquer um podia fazer, mas quem projetava os prédios, fazia os cálculos das construções não eram todos que sabiam. Então essas pessoas mereciam maior quantidade de comida, que era distribuída desigualmente pelo Estado, criando desse modo a desigualdade social”
Vemos que Freire considera o pensamento dos gestores do Estado como promotores da desigualdade por conta da má distribuição de comida baseada na ocupação das pessoas. A aluna Lídia de Oliveira (1ºD) tem uma visão anterior sobre o assunto, considerando ela “que a desigualdade social foi pela procura de terreno. Quando duas tribos se encontravam e guerreavam entre si para ver quem ficava com o terreno. E quem ganhasse ficava com a outra tribo e seu terreno. As famílias passavam a ser escravos da tribo que venceu a guerra”. Lídia coloca a desigualdade como um fator que começa quando povos guerreavam por espaços e mão-de-obra gratuita. Se pensarmos bem há razão nisso, pois quando alguém se transforma escravo de outro realmente há uma desigualdade entre elas.
Outros alunos quando perguntados sobre o assunto trouxeram reflexões sobre essa desigualdade na atualidade, dizendo que “as desigualdades sociais não foram reduzidas, ao contrário, agravaram-se. Vários elementos da questão social atravessaram a história, entre eles, as lutas camponesas e operárias, as reivindicações dos movimentos segmentados (feminista, negros, etc...), a luta pela terra e outras. Resumindo, é a própria dialética social, a luta de classes. O mesmo processo que levou a humanidade ao progresso criou as desigualdades resumidas na Questão Social” (Werlesson Magalhães 1º D).Essa visão de Werlesson visa mostrar que a desigualdade promovida pelos primeiros Estados não foi quebrada com a modernidade e talvez até piorada com o tempo.
Outra colega nossa que deixou sua reflexão sobre o tema foi à alunaLeonízia de Sousa (1ºD) sobre a desigualdade social antiga e atual. Segundo ela “sempre tem um motivo para nos deixarmos diferente, pode ser por classe social, pela força física ou mental. Atualmente a pessoa pode ser do tamanho do mundo, mas se não tiver força mental ela não é nada. Há muito tempo as pessoas vem sendo divididas por classes sociais e essa divisão começou quando o estado se formou, porque algumas pessoas começaram a se destacar e foram sendo divididas as classes pelas coisas que as famílias faziam: se eram agricultores só se relacionavam com agricultores e assim se dividiram, como nos dias de hoje”
O importante é que nossa escola, feita de futuros profissionais e grandes intelectuais não aprofunde mais ainda essa desigualdade que já existe. Os homens são diferentes desde que nascem, mas a pobreza não é de nascença, é sim um fator social que favorece alguns e prejudica outros, desde as primeiras formas de organização.
Danilo Celedônio
Professor de História
16 de agosto de 2011
Qual o Fardamento Adequado?
O fardamento escolar existe tanto para a representação e referência de uma escola como para a identificação do aluno. Na nossa escola não é diferente, esse critério é cobrado rigorosamente todos os dias. Segundo as normas de fardamento da escola é exigido do aluno calça azul, tênis e blusa da farda padrão. Entretanto devido aos eventos e projetos que acontecem na escola (como o Seminário Integralizador, dentre outros) é oferecido por parte da escola a aquisição de camisas de tais eventos, e por sua vez são usadas como uniforme alternativo nas sextas-feiras. Por conta desses uniformes alternativos alunos fazem seu uso indevidamente, levando-os a serem barrados na portaria, entretanto alguns alunos mesmo com o fardamento incompleto, seja pela falta da blusa da farda, calça ou tênis têm a entrada autorizada.
Por esse motivo a equipe do Jornal O Verbo buscou esclarecimentos por parte da direção da escola com uma entrevista feita com o Coordenador dos segundos anos Professor Luciano Filho, onde foram abordadas as seguintes questões:
O Verbo:Qual o fardamento correto para os alunos do Liceu Estadual?
Profº Luciano: “O fardamento correto abordado em reunião no ato da matrícula ou ré matricula é a blusa da farda do primeiro e segundo ano, a blusa pré universitária dos terceiros anos, blusas de eventos, com seu uso permitido nas sextas-feiras, calça azul e tênis.”
O Verbo: Quando e por que o fardamento alternativo pode ser utilizado?
Profº Luciano:“As blusas dos seminários de outrora podem ser utilizadas nas sextas-feiras em substituição a farda, devido a fatos climatológicos do nosso estado, e especialmente nesse período chuvoso, desse modo damos uma maior possibilidade do aluno ingressar na nossa instituição com o fardamento dito como adequado.”
O Verbo:Em qual argumento a direção se baseia na proibição da não entrada dos alunos na escola?
Profº Luciano: “Sobre esse fato, nos baseamos no regimento da escola que fora construído por todo o colegiado, principalmente pelos pais que vêem a grande importância que tem o fardamento, como instrumento de identificação, de valorização da instituição a qual nos inserimos e por questões de segurança dos próprios alunos.”
O Verbo: Existe a imparcialidade dos responsáveis pela entrada e saída dos alunos em relação ao fardamento escolar?
Profº Luciano:“Como a escola em todos os seus campos de atuação, esperamos que essas atitudes sejam concernentes a atitudes de um profissional, mesmo com graus de afinidade que o profissional possa ter com alunos, essas entrada e não entrada dever ser encarada com imparcialidade. E há uma possibilidade de comunicação entre pais com a escola, quando por algum motivo o aluno não possa vir com o fardamento adequado.”
O Verbo:Qual a posição que a direção toma caso essa imparcialidade não aconteça?
Profº Luciano:“Quando isso for evidenciado, é necessário que se traga o caso ao conhecimento do grupo gestor e as atitudes cabíveis serão tomadas.”
Ela desce a escada levemente; pasta aconchegada junto ao seio, sua expressão de “estou em paz”, seus cabelos meio soltos, meio presos num rabo de cavalo e a serenidade que os mais de trinta anos de profissão lhe deram sabiamente. Estou falando da nossa amada professora da edição, Marilac Bezerra.
Sem dúvida ela é uma das pessoas mais queridas entre os estudantes, não só pelo seu sutil e inteligente humor como também pela autoridade (não confundam com autoritarismo) surpreendentemente gentil e natural que, embora não manifestem, agrada a todos os alunos. É uma figura realmente interessante, a Marilac. Sempre usa cores serenas, como o azul, verde e branco, não mistura problemas pessoais com o conteúdo das aulas e tem uma memória tão brilhante que esquece o nome da filha. Sua sinceridade é tão desconcertante que por vezes é tida como indelicadeza (o que é um total equívoco, visto que ela é muito educada)
Com humildade e sagacidade, ela sempre demonstra preocupação conosco (de uma forma peculiar, é claro), perguntando se alguém tem algum comentário ou dúvida sobre a matéria e, ao escutar o nosso silêncio, ela consegue desenhar um sorriso em nossos lábios brincando: “um de cada vez, senão eu não entendo”. Vê-la quatro vezes por semana não é nenhum sacrifício: nunca saímos da aula sem sorrir.
Ah, e não poderia deixar de citar também suas respostas sempre na ponta (e nas laterais e em cima e embaixo) da língua. Admiro sua fina e perspicaz ironia, sua versatilidade (da última vez, descobri que também ensinava matemática!) e acima de tudo seu profissionalismo. E, cá entre nós, aposto que não sou só eu que a admiro...
Depois de jantar, uma maldosa raposa decide comer algo como sobremesa. Então, na escuridão da noite, ela sai à caça. Contudo, passa a viver uma grande frustração:
- Lebres e mais lebres! Roedores e mais roedores! Não posso mais suportar - diz a raposa. - São tão estúpidos quanto desprezíveis.
Depois de tanta procura, repentinamente, na penumbra da noite, a raposa vê a silhueta de um ser bem roliço, o que chamou sua atenção.
- Finalmente algo que me saciará! - exclama a voraz predadora.
Ao dar a primeira abocanhada, porém, a raposa entra num completo desespero, sentindo já o sabor amargo do próprio sangue. Percebendo que aquilo que tentara devorar era o bicho mais bem protegido da floresta, o ouriço, ela exclamou:
- Ai! Como pudeste fazer isso comigo, maldito!
- Ora minha amiga já devia ter perspicácia de que nenhum bicho que o ouriço infligir, bastando um único golpe, escapará ileso sem que receba centenas de vezes daquilo que premeditara fazer. - retrucou o pequenino.
Com isso, a raposa deixou-o e saiu aos prantos de volta à sua toca.
O projeto A – COR –DAR PARA O MEIO AMBIENTE tem por objetivo a fabricação de uma tinta ecológica, onde a mesma tem a finalidade de promover a educação socioambiental na comunidade Vila Nova, localizada próxima ao aterro sanitário de Maracanaú, que gira em torno da Escola de Ensino Fundamental Incompleto Irmã Dulce, local onde está presente todo acesso a educação, lazer e cultura dos moradores.
Foram aplicados questionários, e um desses foi bastante curioso, aonde vimos que uma família com dez pessoas tem uma renda mensal de R$110,00 e muitas das outras pessoas entrevistadas alimentam-se do lixo recolhido no aterro. Palestras foram desenvolvidas na escola a fim de orientar os pais dos alunos, e jogos ambientais para trabalhar com as crianças conceitos ambientais de forma lúdica. Alem disso foi promovido um concurso denominado “Frase no Lar”, onde os alunos, junto com seus familiares teriam que desenvolver uma frase relacionada ao que aprenderam nas palestras de preservação do meio ambiente. As cinco melhores frases seriam premiadas com uma cesta básica e um kit ambiental.
Com suas frases também foi entregue um desenho feito na aula de artes, por esse motivo a escolha da frase ficou ainda mais difícil. Porém, essas atitudes fazem com que nosso desejo de trabalhar e desenvolver o projeto nessa comunidade aumente.É onde podemos observa que tudo desenvolvido está valendo à pena. O sorriso de cada criança, a alegria de nos receber, o carinho pela equipe A – COR – DAR, a atenção quando está aprendendo, o cuidado com que fazem as atividades ambientais e o cuidado demonstrado agora com a natureza. É simplesmente indescritível.
O prazer com que trabalhamos com essa comunidade cresce a cada instante, e nos estimula a dar o próximo passo que é fazer uma comunidade modelo, com todas as casas pintadas e pessoas com consciência ambiental. Quem sabe assim, no meio dessa comunhão, presente nessa realidade complexa, conseguiremos dar realmente uma VIDA NOVA a essas pessoas, que juntas formam a família A – CAR- DAR.