17 de março de 2011

Vacina de origem vegetal servirá no combate à dengue

             Foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual do Ceará, a primeira vacina de origem vegetal, um processo pioneiro que servirá no combate a dengue.
            Hoje, a dengue é uma das doenças que mais atinge nossa sociedade, principalmente nesse período de chuvas que estamos vivendo. Pensando nisso alguns pesquisadores da UECE desenvolveram a primeira vacina oriunda de uma planta, para o combate da dengue.
            A vacina, que passou por um processo pioneiro, deverá combater os quatro tipos de manifestação do vírus, incluindo o hemorrágico. 
            O feijão de corda (Vigna unguiculata) foi o vegetal utilizado no procedimento para produção de antígenos para combater o vírus da dengue. No processo, os cientistas injetaram genes do vírus na planta, a qual desenvolveu as proteínas anticorpos capazes de gerar as defesas do organismo.  A partir daí, os antígenos foram isolados, podendo então ser aplicados em forma de vacina. De acordo com os pesquisadores, uma única planta pode gerar até 50 doses de vacina.
            As vantagens da vacina desenvolvida pelos pesquisadores da UECE são inúmeras, dentre elas, o seu método inovador de produção, baixo custo e redução de reações alérgicas, comuns nas vacinas desenvolvidas em métodos tradicionais, que utilizam organismos vivos e vírus atenuados.
Os resultados obtidos através de testes em camundongos foram positivos; os animais passaram a produzir anticorpos protetores contra a dengue. O próximo passo é iniciar testes clínicos em seres humanos.
            A UECE protegeu a pesquisa por meio do seu Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), através de depósito de pedido de patente junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Neste momento, o NIT e a Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará (Redenit-CE) estão trabalhando na transferência desta tecnologia para o mercado, a fim de que a vacina possa ser produzida em escala industrial e beneficiar, assim, a população.



Gilmarcos Nunes

Nenhum comentário:

Postar um comentário