Ela desce a escada levemente; pasta aconchegada junto ao seio, sua expressão de “estou em paz”, seus cabelos meio soltos, meio presos num rabo de cavalo e a serenidade que os mais de trinta anos de profissão lhe deram sabiamente. Estou falando da nossa amada professora da edição, Marilac Bezerra.
Com humildade e sagacidade, ela sempre demonstra preocupação conosco (de uma forma peculiar, é claro), perguntando se alguém tem algum comentário ou dúvida sobre a matéria e, ao escutar o nosso silêncio, ela consegue desenhar um sorriso em nossos lábios brincando: “um de cada vez, senão eu não entendo”. Vê-la quatro vezes por semana não é nenhum sacrifício: nunca saímos da aula sem sorrir.
Ah, e não poderia deixar de citar também suas respostas sempre na ponta (e nas laterais e em cima e embaixo) da língua. Admiro sua fina e perspicaz ironia, sua versatilidade (da última vez, descobri que também ensinava matemática!) e acima de tudo seu profissionalismo. E, cá entre nós, aposto que não sou só eu que a admiro...
Alessandra Estevam 3º G
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